
IMPRENSA MAL-DITA
Este blog é dedicado à celebração de gafes publicadas na imprensa ou qualquer coisa que gerou polêmica... Publicamos neste espaço qualquer deslize provocado pela distração, falta de tempo ou mera ignorância dos jornalistas, ou ainda o que esteve em pauta e não deveria estar.
QUEM SOMOS

RAFAEL
Tenho 21 anos, estudo jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo, estou no sétimo semestre. Hoje posso dizer que sei ser eu mesmo, e, para chegar a isso, aprendi com a vida, levei muitas pedradas no coração. Aprendi a amar, a viver no mundo real, a brincar e não ser tão sério. Mas minha essência eu não perdi. Adoro uma longa conversa. Gosto de sentir confiança, intensidade é tudo, tanto na amizade como no amor. Defino-me como alguém que aprendeu a viver, hoje tenho sim atitude, e sei me valorizar.

CLARISSA
Os vinte e um anos que carrego nas costas parecem pouco para expressar tudo o que já vivi. Atualmente faço, ao mesmo tempo(!), faculdade de Jornalismo na Metodista e Letras Português-Hebraico na USP. Sempre preciso ter a certeza de que VIVO intensamente! Sou mais que um simples nome, tenho alma, sentimentos, coração...
Sou sonhadora ao extremo! E também nostálgica, utópica, idealista e determinada. Não sei viver de "meio sonho". Vou em busca dos meus ideais sempre, custe o que custar... "Nunca" é uma palavra que não existe pra mim.

LUCIANA
Definir é difícil...as estações, as direções e as pessoas mudam. Eu só
quero aproveitar os bons momentos, encontrar felicidade em coisas ínfimas,
encarar a realidade de frente, viver da melhor maneira possível e ser cada vez
melhor.‘Só’ isso!!! Amo muito algumas pessoas e amo muito a vida. Gosto de fazer
algo diferente, conhecer, aprender e melhorar a cada dia. Gosto de seres
humanos, ouvir e compartilhar histórias (me ajudam a entender melhor o mundo e a
mim mesma!). Adoro culturas. Existem tantas e tanto a aprender! Adoro ler e
adoro livros. Adoro escrever e adoro meios de comunicação. Amo as certezas e,
por que não, as incertezas também.![]()
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Cinismo a todo vapor
O maior patrimônio do jornalista sempre foi a credibilidade. Sem ela, o profissional dessa área não consegue sequer convencer seu público de que o que está falando é verdade. Trocar de posto de trabalho é normal e algo mais do que comum no jornalismo. O que não se pode mudar é de leitor/telespectador/ouvinte, e é a esta pessoa que o jornalista deve sua responsabilidade.
Nos últimos anos, virou algo comum as empresas jornalísticas utilizarem a credibilidade até como um slogan. Aquela propaganda do Estadão, “Credibilidade é tudo”, pode ser vista como a síntese deste fato.
Até aí não há nenhum problema. A coisa começa a ficar errada apenas quando a credibilidade começa a ser utilizada como disfarce.
Há três anos, quando concedeu uma entrevista à revista Carta Capital, o jornalista Flávio Prado foi perguntado por que tinha deixado se vender e começou utilizar seu programa na TV Gazeta para fazer propaganda dos mais variados produtos.
A resposta foi épica: “Se eu não fizer, há quem faça, e essa pessoa pode não ser dotada de tanta ética”. Está aí um exemplo de profissional que se deixou capitular e, pior de tudo, acredita que com isso está fazendo um bem para a humanidade.
Prado é exemplo negativo de jornalista. Mesmo sendo professor e, portanto, conhecedor dos parâmetros legais, éticos e morais da profissão, deixou se levar para simplesmente encher seu bolso de notinhas verdes.
Ultimamente, até participou de uma lamentável produção chamada “Mesa redonda Nestlé”, em que incentivava os torcedores a comparecerem aos estádios por meio da promoção oferecida por este chocolate. Bem ele, que por causa da violência que toma conta das praças futebolísticas no país havia tantas vezes dito aos fanáticos pelo esporte para ficarem em casa e “não serem tratados como cachorros”.
A credibilidade de Flávio Prado, que antes vigorava em alta com seu público, simplesmente deixou de existir. Hoje, o fato é que quem acompanhar esporte sabe que não dá para acreditar sequer em meia palavra dita por este cidadão, que mente até sobre o verdadeiro time de futebol pelo qual torce.
O homem que antes era visto como referência na área se tornou simplesmente motivo de piada. Acho que a melhor palavra que poderia defini-lo atualmente é “cinismo”. Fosse eu assistir uma aula dele, entraria com um cartaz com os seguintes dizeres: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.
Postado por Rafael Vergueiro às 14h43

A arte mais bela
Há quem goste, há que deteste, mas o fato é que ela está aí. Nos próximos dias, ou mais precisamente durante este mês inteiro e o comecinho do outro, a Copa do Mundo tomará conta dos corações do povo brasileiro. A capa da revista Época não deixa dúvidas: “A pátria de chuteiras”.
Aliás, a mídia nacional destacou um verdadeiro batalhão que fará a cobertura do Mundial direto da Alemanha. Muitos jornalistas dos principais veículos de comunicação do Brasil já estão lá ansiosos pelo pontapé inicial.
Tenho ouvido muita gente dizer nestes últimos dias que existe uma certa preocupação exagerada por aqui com a Copa do Mundo. Acham que o país jamais deveria parar por causa de um mero evento futebolístico e consideram que a cobertura da imprensa é demasiadamente exagerada.
Antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que discordo em gênero, número e grau deste pensamento. E explico a razão. Na minha opinião, feliz é um povo que consegue parar tudo, se unir e gritar junto por seus representantes que estão longe daqui e brigarão para manter a supremacia nacional no mais popular, bonito e alegre esporte já inventado neste planeta.
Não estou com vontade de escutar discursos estilo elitistas de que a única coisa que une o Brasil é o futebol. Ta legal, em parte vocês tem razão, mas o problema não é a bola e sim as outras coisas por aí que não tem capacidade de criar uma coalizão nacional.
O futebol é a alegria do povo, expressão máxima da arte, maior espetáculo da terra. Sim, vamos resolver as mazelas do mundo, mas deixe o futebol aí vai, não o incomodem, por favor, ele é o único exemplo de globalização que deu certo.
Postado por Rafael Vergueiro às 19h25

Por que Lula segue absoluto?
Um fenômeno tem tomado conta da política brasileira nos últimos meses: a total falta de diretrizes. Ninguém mais parece saber para que lado atirar. De um lato fica a situação e de outro a oposição. No meio disso tudo, fica o povo perdido numa guerra que não parece fazer o menor sentido.
Ontem mesmo Lula e Alckmin trocaram farpas via imprensa. Velhos termos como “herança maldita” e “cinismo” foram novamente utilizados. Mas, o que eu gostaria de entender, é onde está inserida a população brasileira no meio desta discussão toda?
A verdade é que a briga entre PT e PSDB pouco importa. Penso que a política deveria tomar outro rumo e passar a ser principalmente pautada pela apresentação de idéias que possam, no futuro, melhorar a qualidade de vida do nosso tão sofrido povo.
Eu fico aqui pensando e não consigo sequer achar uma justificativa para não votar na continuidade de Lula e sim optar pelo “novo candidato” Geraldo Alckmin. Isso acontece porque o tucano simplesmente não tem proposta de governo. Acho que se ele fosse eleito não saberia nem o que fazer desde o primeiro dia em que entrasse em seu gabinete, a não ser continuar o que já vem sendo feito.
Muita gente estranha o fato do petista seguir cada vez mais líder absoluto nas pesquisas mesmo com todos os escândalos que envolvem Brasília. Diante dos fatos apresentados eu não acho isso nem um pouco estranho, afinal denuncismo sem provas e falta de uma oposição forte é tudo que Lula precisa para ganhar mais eleitores. A verdade é que o brasileiro não vê motivos para não votar no atual presidente.
É fato que o governo do PT não foi o esperado. No poder ele não aplicou a tão esperada revolução e portou-se como os seus antecessores. A política econômica de Palocci foi um completo desastre e só contribuiu para o aumento do desemprego e da desigualdade social. Os únicos beneficiados foram os banqueiros.
Mas também é fato que, entre os oposicionistas, não há nada de novo. Enxergo neles aquela velha política, cheiro de mofo e retrocesso. E é por isso, que, se as eleições fossem hoje, Lula venceria com larga vantagem em todos os cenários, e no primeiro turno.
Postado por Rafael Vergueiro às 14h54

Mar de bobagem pré-Copa
Quando um jornalista se torna experiente começa a adivinhar certas coisas que irão acontecer na profissão. Depois de passar muitas vezes por situações parecidas, ele já tem idéia dos fatos que virão a seguir. E foi exatamente isso que fez Alberto Dines, certamente o maior “observador da imprensa” deste país.
Em sua coluna “Duas semanas de abobrinha”, publicada no dia 30 de maio justamente no site do “Observatório da imprensa”, este cão velho de guerra afirmou que, até a estréia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Alemanha, no dia 13 de junho, a mídia ficaria no “jornalismo de abobrinhas”, que seria feito por profissionais especialistas em “picadinho e laranjada”.
E Dines acertou na mosca. Mas o pior de tudo é que o festival de fofoquinhas não é privilégio da imprensa nacional. O jornal suíço “Blick”, um dos mais lidos no país (olha só hein, dizem que lá é primeiro mundo), publicou fotos de jogadores brasileiros em uma balada após a vitória na terça-feira contra o Lucerna. Estavam lá Ronaldo, Robinho, Roberto Carlos, Dida e companhia.
Pronto, conseguiram achar uma brecha para polemizar. Na manhã desta quinta, este foi o assunto do dia. Tem veículo dizendo por aí até que nossos atletas são mentirosos, porque não disseram que haviam ido nesta casa noturna, como se tivessem obrigação de dar satisfações sobre suas vidas nos momentos de lazer.
E neste mar de lama e oba-oba mais uma vez o interesse público fica de lado. Falar de tática, técnica, cultura, outras seleções, histórias, curiosidades, nada disso. Vamos mostrar o Ronaldo vestido de DJ na balada. Vamos detonar o ambiente no Brasil e fazer com que todos eles fiquem com raiva da mídia para tirar uma resposta atravessada deles para termos o que discutir na mesa redonda do fim de semana.
Olha só, vamos falar bem baixinho, mas tem gente aí que ta insinuando tanto absurdo. Questionam até se Edmílson deixou mesmo a Seleção por causa da contusão. Provas? Para que? Como diria um jornal inglês, o Brasil é o país da ilha de fatos cercada por um mar de suposições. O pior é que elas são dadas como verdade absoluta.
Para ler o texto de Alberto Dines, acesse o endereço abaixo:
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=383CIR002
Postado por Rafael Vergueiro às 14h52

[ ACOMPANHE SUZANE PELA TV ]
Atenção telespectadores, o show já vai começar! E não é a Copa do Mundo que vem aí não, e sim o julgamento da patricinha mais odiada do Brasil: Suzane von Richthofen.
Uma decisão da Justiça autorizou que o julgamento dela fosse transmitido ao vivo pela televisão para todo o país. Então, na próxima segunda-feira, quem ligar a TV verá a jovem no banco dos réus tentando explicar o inexplicável: porque planejou a morte dos próprios pais.
Certamente, George Orwell adoraria acompanhar este episódio, afinal, o descreveria como “o dia do ódio”. E olha que serão bem mais do que dois minutos...
Espetáculo para a mídia e atração fenomenal para os programas vespertinos. Mas muita gente parece não se contentar em ficar em casa para ver o julgamento e quer acompanhar ao vivo. Tanto que três mil pessoas se inscreveram para as apenas 80 vagas que serão destinadas no tribunal. O site do TJ até travou.
Não da para prever o que acontecerá na segunda, mas o fato é que transformaram um caso sério em espetáculo. Todo o cenário está montado, com vilões e mocinhos, muito melhor do que qualquer novela global.
Ah, e se ela não for presa, o bicho vai pegar!
Postado por Rafael Vergueiro às 14h28

O cúmulo da falta de assunto
- Olha lá, o Edmílson encostou no Adriano.
- É mesmo, e olha depois, o Adriano revidou com um pontapé. Será que isso pode estragar o clima de paz da Seleção?
- Não sei, mas eles vão ter que resolver isso, pode ser um racha no grupo que começa a surgir.
Tudo bem que no mundo do jornalismo uma polêmica sempre é bem vinda, ainda mais quando ela mexe com o coração do povo, algo que a Seleção brasileira faz como poucos.
As vésperas de mais uma Copa do Mundo o clima no time brasileiro é de total tranqüilidade, como talvez jamais havia se visto. E toda a mídia junto com a equipe em Weggis, na Suíça, em busca de notícias que parecem não existir.
Por isso, dois meros encontrões do atacante Adriano com o volante Edmílson viraram tema a ser debatida por horas e horas nos longos programas esportivos desta segunda-feira que só falam do Mundial da Alemanha. Em tempo, alguns também falam do peso do Ronaldo, mesmo sem ter nenhum conhecimento técnico no assunto nem saber qual o peso seria o ideal para o Fenômeno.
O fato é que a mídia, numa cobertura tão importante como a da Copa do Mundo, poderia sair desse mundinho da Seleção Brasileira. Concordo que temos que ser prioridade, afinal temos o melhor time do mundo e somos os grandes favoritos ao Hexa. Mas, só nós jogaremos a Copa? E as outras 31 seleções?
Queria saber um pouco mais sobre os debutantes Togo, Angola, Costa do marfim, Trinidad e Tobago. O que eles pensam de estar pela primeira vez num mundial? Qual o sentimento dos jogadores e do povo destes países? Qual a expectativa deles em relação a suas seleções?
Também seria legal conhecer mais nossos adversários. Como andam Inglaterra, Argentina, França, Alemanha, Itália, Portugal, Espanha e Holanda? Eles acreditam que vão desbancar o favorito Brasil? Qual a diferença da preparação que eles fazem em relação a nossa?
Acredito que a imprensa podia focar mais nessas informações em vez de ficar fazendo fofoquinhas na Seleção Brasileira. Putz, acho que ninguém agüenta mais isso. Gente, vamos buscar a notícia de verdade né!!!
Para não ficar só na crítica, gostaria de fazer um elogia aqui à ESPN Brasil, que montou um esquema sensacional de cobertura da Copa. Acredito que quem tiver a oportunidade de ver o Mundial neste canal deve fazê-lo, não vai perder nadinha de nada.
E pra quem gosta de Copa, a dica de site é: http://cbfnews.uol.com.br/brasil/
Muito legal mesmo, tem informações do Brasil em todos os mundiais, desde 1930, com fotos e ficha técnica de todas as partidas. Vale a pena mesmo!
Postado por Rafael Vergueiro às 13h36

Protesto só vale quando é na Paulista ou na Marginal?
Enquanto a mídia dorme, os pedreiros trabalham. O bairro mais rico de São Paulo está prestes a inaugurar a mais nova obra fora da realidade de um país de terceiro mundo. Depois da famigerada Daslu, vem aí, com toda sua pompa, o Parque Cidade Jardim.
Localizado no Morumbi, o condomínio tem sua obra avaliada em R$ 1,5 bilhão. O apartamento mais barato custa R$ 1,5 milhão e o mais caro R$ 10 milhões. Sem sombra de dúvidas, o maior empreendimento imobiliário do Brasil.
Agora, gostaria de convidar você, caro leitor, a um pensamento. No seu círculo de amigos tem alguém que seria capaz de pagar este valor para comprar uma casa? Se a resposta for afirmativa, mande-o correr, pis pasmem, 100 dos 150 apartamentos já foram vendidos na maquete, antes do prédio estar pronto. Eu gostaria de saber onde que está esse povo cheio da grana em São Paulo.
Mas vamos ao que interessa. O que me intriga nessa história toda e que fez virar motivo de post é o fato de em frente a este complexo estar localizada a favela Panorama. Na semana passada, no dia da festa de lançamento, eles protestaram contra este atentado a desigualdade social que assola nosso país. Por que isso não virou notícia?
Quando meia dúzia de moradores da favela fecham um pequeno trecho de uma pista da marginal a imprensa faz um estardalhaço. Dizem que esta não é a melhor forma de protestar, que atrapalha a vida de quem nada tem a ver com o assunto e etc...
Mas, e agora? Uma manifestação pacífica e, diga-se de passagem, completamente justa é simplesmente esquecida. Ou você acha que a realidade do Brasil permite que tenhamos um condomínio com este preço? Será que eu estou delirando ou a desigualdade social é uma das grandes causas da violência? Perguntas que não querem calar e que a mídia fez questão de ignorar.
Muitas propostas já surgem para que os moradores da favela deixem suas casas, já que essa elite “nojenta e suja” não quer ter como vista uma bela favela. É claro que não há base legal para você retirar um morador de sua residência, por isso eles estão utilizando a estratégia do terrorista. Dão R$ 10 mil na mão do pobre coitado e dizem que existe a possibilidade da favela ser removida. Com medo, ele aceita esta mixaria, já que ninguém compra uma casa na cidade com esta quantia, e deixa o local, para alegria dos endinheirados.
Agora, um conselho aos moradores de favela que quiserem protestar contra este absurdo. Fechem a avenida paulista. Certamente, vocês virarão notícia. Não que alguém vá começar a se preocupar com as mazelas sociais que tomam cada vez mais conta do Brasil, mas é que vocês vão atrapalhar a vida dos engravatados...
Para fazer justiça: Dois sites da conhecida “imprensa alternativa”, que mais deveria ser conhecida como “aquela que noticia o que realmente interessa enquanto as outras brincam de defender o povo”, noticiaram o fato. Deixo aqui os links para quem quiser ler e ficar um pouquinho mais indignado.
http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=11263&editoria_id=2
http://www.reporterbrasil.com.br/imprimir.php?id=593&escravo=0
Postado por Rafael Vergueiro às 14h48

Imprensa Maldita, o retorno
Este post marca a re-inauguração do Imprensa maldita, que agora veio para ficar. O que antes era um simples teste, um blog para uma aula de faculdade, agora se torna uma verdadeira ferramenta para observarmos de forma crítica e com uma bela pitada de humor tudo o que cerca a mídia nacional.
Espero que façam bom proveito e gostem dos textos. E se não gostarem, podem detoná-los!!! Pelo menos a cada dois dias haverá um novo post.
Postado por Rafael Vergueiro às 14h13

[ EDITOR COMETE GAFE E DEIXA MODELO SEM UMBIGO!]
Já se sabe que em revistas masculinas, o recurso do Photoshop é imprescindível nas fotos para o chamado "retoque". As imperfeições são apagadas para que as modelos mostrem o corpo escultural e perfeito. As mulheres ficam morrendo de inveja, mas mal sabem que às vezes, em um ensaio fotográfico, a única parte do corpo real é a cabeça...hehehe
Bom, se retocar é ético ou não, isso é muito discutível, mas o fato inusitado é que a edição de novembro da Playboy cometeu um erro grosseiro!
O editor de imagens, de tanto retocar o corpo de uma contorcionista denominada Andreza, simplesmente esqueceu do umbigo da moça! E olha que ela tinha piercing e tudo!!!
A página 129 da edição apresenta Andreza sem o umbigo!!!
Após publicar na revista um corpo "alienígena", se eu fosse o esquecido editor de imagens da revista Playboy, eu nem voltava à redação, tamanha a vergonha...
Reprodução da fotomontagem da coluna Ooops de 8/12/05
Postado por **Clarissa Feder** às 10h37

[Chamadas infâmes]
Contra a tendência das manchetes de jornais considerados sérios e confiáveis, o Tablóide UOL utiliza pontos de exclamação, interrogação, reticências e comentários do editor em suas chamadas.
Claro que o tablóide é feito para soar engraçado e entreter os leitores, mas os exemplos servem bem para mostrar como não fazer manchetes jornalísticas. Pelo menos para os veículos que primam pela credibilidade. E pela seriedade também.
Mas pode ser também que eu não seja tão moderna para aprovar tal maneira de se escrever manchetes! Um artigo no site da ANJ (Associação Nacional de Jornais) defende que é preciso retomar o uso das manchetes grandes e fortes dos tablóides populares para atrair a atenção dos leitores. Então, e se o formato das chamadas do futuro seja este?
Pelo menos quem der uma olhada nesse tipo de tablóide vai rir, ou simplesmente verificar como não escrever manchetes jornalísticas sérias. Sem pontos, sem subjetividade, sem brincadeira do editor. Bem melhor!
Postado por Luciana Yamashita às 22h52

[CACOFONIA]
Você pode não saber o que é, mas com certeza já riu de seus efeitos. Cacofonia, ensina o dicionário Michaelis, é qualquer efeito desagradável ao ouvido provocado em uma seqüência de palavras. "Ela tornou-se uma herdeira do primo", "Aparecida do Norte, a cidade onde abunda a fé demais" são alguns exemplos.
A pérola a seguir, apesar de aqui estar em versão impressa, foi lida em um boletim na Rádio Vaticano no dia 3 de fevereiro de 2005. Imagine a locução da manchete a seguir:

Nada muito aprazível, principalmente se tratando de uma rádio religiosa. É difícil conter o riso. A gente até esquece de saber sobre o resto da notícia...
Coitados dos jornalistas que trabalham na Fundação Cafu. É preciso muito rebolado para contornar essas situações e, mesmo assim, às vezes é realmente difícil de fugir do problema. Será que você também daria o pontapé inicial?

A língua portuguesa tem dessas coisas mesmo. Nesta matéria do Correio Braziliense, o título já parece até meio sensacionalista, mas nunca imaginei que pudesse até existir um pênis cortado com uma faca de cozinha "peladona".... hahahaha

Uma dica para evitar o problema é, depois de escrito o texto, reler em voz alta. Se possível, é interessante até pedir para um colega fazer o mesmo, porque quem escreve pode não perceber o efeito cacofônico provocado. Agora uma vez cometida a gafe, não há mais muito o que fazer: ria.
Postado por **Clarissa Feder** às 01h46

[PLEONASMO?]


Matéria: Estadão do dia 08 de novembro. Para ler todo o texto, clique aqui. Foto: AP
Pleonasmo é o vício de linguagem que diz respeito à redundância, às repetições desnecessárias. O termo é de origem grega e significa "superabundância". Dois exemplos clássicos são "subir para cima" e "descer para baixo".
Por isso, a impressão que se tem é que "asilo de idosos" seja um exemplo de pleonasmo. Mas não é! A definição do dicionário Houaiss para a palavra "asilo" é: " instituição de assistência social onde são abrigados para sustento e/ou educação crianças, mendigos, doentes mentais, idosos etc."
Só que o uso da palavra "asilo", com sentido de "abrigo", já nos remete a uma casa de idosos. Ninguém pensa, creio eu, em asilo de jovens, adultos ou crianças!
Além de causar estranhamento, tanto pelo "asilo de idosos", como pelo fato em si, a notícia também é uma mostra do poder que uma agência de notícias internacional possui, no caso a AP (Associated Press).
A manchete e a matéria sobre os alces bêbados são praticamente as mesmas nas páginas do Estadão, Terra, BBC Brasil, Uol, e em outros sites menores. Para quê ter o trabalho de ser um pouco diferente, não é? Já que a praticidade deixa os sites jornalísticos mais importantes do país tão parecidos em alguns aspectos...
Postado por Luciana Yamashita às 16h45

[ LULA DÁ DESCARGA NO OTIMISMO ]
Esse erro, apesar de não ter sido cometido por jornalista, ainda assim vale o post, já que foi cometido pelo presidente do Brasil. Ao discursar no dia 27 de outubro na abertura do congresso da Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav), no Rio, Lula cometeu uma de suas gafes históricas. Assim foi o trecho discurso:
“Eu estou ficando velho e estou aprendendo que a gente tem que levantar, todo santo dia, e fazer uma reza profunda para que a gente deixe o OTIMISMO no banheiro, dê descarga nele logo cedo e saia para a rua pensando coisas boas”
O resultado não poderia ser outro: gargalhadas dos ouvintes. Isso é o que causa uma "simples" troca de palavras. O presidente queria ter dito "pessimismo" ao invés de "otimismo". Uma gafe que é, no mínimo, engraçadíssima!).
O mais curioso foi que o Palácio do Planalto, ao transcrever o discurso na íntegra, corrigiu a gafe da fala do presidente. Tudo bem, vai... Nem poderia ser diferente...
Se bem que, depois de tantas notícias de escândalos em seu governo, só dá vontade de jogar o otimismo na privada mesmo...
Imagem: http://www.kippenhan.net/brasil/praesident.htm, http://vida_besta.blig.ig.com.br/imagens/privada.gif Fotomontagem: Clarissa Feder
Postado por **Clarissa Feder** às 13h39

[ APURAÇÃO ]
Lembro de uma das primeiras aulas teóricas sobre reportagem que tive na faculdade. O professor comentou que parece que jornalista tem mania de escrever errado o nome e a idade das pessoas que entrevista. Isso é algo que as irrita profundamente, afinal, ninguém gosta de erros, principalmente quando dizem respeito à identidade de cada um. Todos os dias, nas redações, chegam centenas de e-mails de pessoas reclamando que tiveram o nome ou idade grafados incorretamente.
No caso a seguir, o erro foi em relação à idade de Apolônio de Carvalho, um dos fundadores do PT e atuante nas principais lutas políticas do século passado no Brasil e no exterior. Assim que divulgaram a notícia da morte dele (em 23/09) na internet, os dois principais portais do país, UOL e TERRA, davam na manchete que o líder havia morrido 93 e 92 anos, respectivamente.


Parece pequeno o erro, mas fere um dos quesitos básicos do jornalismo: apuração.
Seria a pressa em soltar logo a notícia que fez o jornalista responsável errar no cálculo ou não apurar direito a idade de Apolônio? É muito feio quando um deslize desses ainda fica em evidência, logo na página principal do site. Qual dos dois sites acertou??? De acordo com a Agência Brasil, que divulga notícias do governo, o site UOL estava correto: 93 anos.
Para comprovar a confusão com essa história de datas (e ver que ela não acontece só no Brasil), o jornal Guardian Unlimited, da Grã-Bretanha, publicou que Apolônio nasceu em 2 de fevereiro de 1912, enquanto a enciclopédia online Wikipédia diz que o mesmo nasceu em 9 de fevereiro do mesmo ano.


Em trecho de sua biografia para a Fundação Perseu Abramo, ele diz apenas que nasceu em 1912. E agora? Boa pergunta...
Imagens do UOL e do Terra gentilmente cedidas pelo leitor Leonardo Feder
Postado por **Clarissa Feder** às 13h18

[QUANDO A DIAGRAMAÇÃO NÃO COLABORA]
Não é erro de quem escreve a matéria, e é o nome do jornalista que está ali. Só que o produto final, o formato com que o jornal vai chegar aos leitores, é responsabilidade da diagramação.
Claro que a correria para fechar uma edição do jornal não ajuda, mas os três casos são da Folha de S. Paulo, um dos maiores jornais do país, na versão impressa!
Em menos de uma semana, três exemplos da importância entre matéria-diagramação, não só para o melhor entendimento da matéria, mas também para a credibilidade do veículo jornalístico.

Poxa, e nem para eles colocarem reticências!

Lancha que?? E não há continuação em nenhum outro lugar da página, do caderno, do jornal...

Muitas palavras e pouca coerência. Duas frases não ocupam o mesmo lugar no espaço!! Não de maneira compreensível.
Respectivamente, matérias dos dias 16, 20 e 22 de outubro.
Créditos fotos: Ran Edmons/AP, Caio Guatelli e Rogério Cassimiro/Folha Imagem.
Postado por Luciana Yamashita às 21h45
